Klênio, artista plástica
Nasceu em Boa Esperança no dia 31 de outubro de 1930. Dorense, esperancense, filho do Sr. José Jaime Passos e D. Ofélia Resende Passos. Irmão de Kleia, Cleusa, Cleide e Cleiton.

 

KLÊNIO

...E o Klênio se foi desta para a outra vida!...No último sábado de agosto, dia 29, às 17 horas e 30 minutos.
Alma de artista desde menino. Turbulento, alegre, sonhador, apaixonado pelo belo em todos os sentidos. Naquele tempo participava das festas de barracas, teatros e bailes com todo o seu vigor.
Nasceu em 31 de outubro de 1930. Dorense, esperancense, filho do Sr. José Jaime Passos e D. Ofélia Resende Passos. Irmão de Kleia, Cleusa, Cleide e Cleiton.
Muito cedo, ainda adolescente partiu para o mundo. E conquistou o mundo com sua arte. No Rio de Janeiro aprendeu de tudo um pouco. Teatro Dulcina de Morais, Escola de Ballet. Chegou a bailarino do Teatro Municipal. Descobriu a pintura, sua grande paixão. Foi aluno da Escola de Belas Artes na década de 1950 e de grandes mestres, como Linhar, Portinari e Di Cavalcanti. Na França estudou em Monpellier, Anatomia da Arte e pela primeira vez expôs seus trabalhos orientado pelo crítico de arte Pierre Serrot. De volta ao Brasil, os anos 60 e 70 foram de grande produtividade. Várias exposições: Rio de Janeiro,Niterói, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, e em cidades mineiras como Barbacena, Ouro Preto, Lavras,Juiz de Fora, Alfenas,Poços de Caldas,Varginha,etc...Em Galerias de Arte, como Ecco, Mandalla, MP Arte, Fundação Roberto Marinho, Museu Histórico do Rio de Janeiro, Galeria de Artes Sacras, Galerias de Brasília foram palco para suas telas.E muito mais, muito mais... De volta á Europa, expôs também em Lisboa e Paris. A primeira página de um de seus álbuns exibe o Título de Cidadão do Estado da Guanabara emitido pela Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara em 14 de agosto de 1973.
E Boa esperança, sua terra natal, conhece o artista plástico Klênio Resende Passos? Muito pouco!...
Ele voltou para o seu ninho primeiro nos anos 80. Junto com a mãe, D. Ofélia fez sua morada ali na Rua Nelson Freire no coração da cidade. Participativo, ajudou em diretorias do Radium Clube, foi um dos fundadores da Casa da Cultura, colaborou em vários eventos culturais e sociais. Criou e elaborou o mural que enfeita o prédio da Prefeitura Municipal. Doando quadros ajudou associações beneficentes como a “Novo Caminho” – ANOC que o homenageou em 2007. Continuou ainda expondo seus trabalhos aqui pelo Sul de Minas. Fez amizade com artistas como Olga Toledo e Tereza Silva. Poucas, mas grandes e profundas amizades nasceram para a vida de Klênio na sua terra natal. Hoje ele goza da vida em Deus. Talvez agora esteja entre os anjos, seus amigos, tão bem colocados em suas telas. Por elas, continua vivendo também entre nós. Teremos em breve o seu acervo na Casa da Cultura.
Aqui uma poesia de Carlos Drumond de Andrade publicada no “Jornal do Brasil” em 01 de junho de 1972:

“KLÊNIO”

Das mãos saindo luz e flores,
Segue Klênio
Corpo à frente do tempo,
Embalado num tempo
Que o homem não toca,
Nem vê e nem sente.
De sonhos e de matizes,
De flores, troncos,raízes
Em uma terra de ninguém.
Klênio é o vento
Suave nas tardes
E pela noite adentro
Mexendo nas folhas
Misturando aromas
Resolvendo o mundo
Que é só seu.
Segue Klênio,
Que musas, ninfas e faunos
Te dão passagem,
Tanto matéria, tanto miragem
Vá envolvendo o mundo
Vá enfeitando o mundo
Sempre vivendo,
Sempre vivendo.

Pela casa da Cultura e Academia Dorense de Letras,

Marisa Parreira

Boa esperança, 10/09/09

DE PARABÉNS A DIRETORIA DO FENAC

Tarde de sábado, 05 de setembro. Um violão tocado com maestria, uma voz suave, cadente, afinadíssima. Som natessitura ideal para que a música seja degustada. Surpreendida fui até à varanda para ver e ouvir.
Ouvir MPB de alta classe. Tom Jobim, Chico Buarque, Lupicíneo Rodrigues, Noel Rosa, Vinicius de Morais, Ary Barroso, Dorival Caymi, Ataulfo Alves e muito mais.
Cheguei mais perto. Tinha de conhecer aquela moça-cantora. Seria a Gal?!...
Eram dois jovens: Isabela Morais, de Três Pontas e Sandro Viana de Araraquara.
Lá, fiquei informada de que nos pontos de maior movimento a Diretoria do FENAC havia colocado cantores e instrumentistas para oferecer ao povo o melhor da música popular.
Parabéns! É preciso mesmo fazer conhecida e amada a pura arte musical. Seja daquele tempo ou a da atualidade. Mas que seja bela, simples e melodiosa.
Parabéns, Isabela e Sandro! Continuem levando música para todos que a apreciam de verdade.

Marisa Parreira

 

 

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